TK Elevator é pioneira no uso de biometano como fonte de energia renovável na produção de elevadores no Brasil

Diante da necessidade do envolvimento de todos os setores da sociedade em favor da sustentabilidade, é inegável o papel decisivo da indústria para o sucesso da empreitada.

A TK Elevator vem evidenciando seu compromisso com o meio ambiente, captando e ampliando projetos, trajetória que ganha um novo capítulo com a adoção do biometano como fonte de energia renovável na produção de elevadores.

A migração para o biocombustível com potencial de redução nas emissões de carbono em 99% permitirá à TKE zerar as emissões fósseis no processo de pintura, uma das etapas mais críticas em termos de pegada de carbono e impacto ambiental na manufatura.

Estamos falando de um procedimento essencial para a proteção e acabamento de componentes utilizados na fabricação de elevadores e que consumia 12.000 quilos/mês de combustível.

A iniciativa sustentável, em parceria com a fornecedora de combustível Ultragaz, responsável pelo desenvolvimento e entrega da solução completa, incluindo a central de abastecimento e logística da fonte energética, vai representar uma redução estimada de 95% das emissões de CO, em comparação com os dados registrados em 2024.

"Mais do que a substituição de uma fonte de energia, o projeto biometano representa uma mudança estrutural na forma como conduzimos nossas operações, demonstrando que é possível aliar competitividade, eficiência operacional e uma redução significativa dos impactos ambientais", afirma Matheus Segat, Head de Manufatura da TK Elevator.

A jornada de descarbonização na TKE

A central de biometano na TKE acaba de ser inaugurada e a empresa estima um consumo de 180 mil metros cúbicos por ano do biocombustível na linha de produção de elevadores.

O atual projeto, que reforça o posicionamento da TKE como referência em sustentabilidade, inovação e descarbonização no setor de mobilidade urbana, une-se a outras ações da jornada de descarbonização que vem ocorrendo há anos e envolve diferentes estratégias e iniciativas que atuam de forma integrada para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Essa trajetória teve início com a adoção de energia renovável por meio dos I-RECs (International Renewable Energy Certificates), garantindo que toda a eletricidade consumida na operação tivesse origem renovável.

Entretanto, a empresa ainda tinha no uso de combustível fóssil a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa, responsável por aproximadamente 90% das emissões da manufatura. O combustível era utilizado tanto na linha de pintura quanto nas empilhadeiras da operação.

Em 2025, a empresa iniciou a substituição gradual das empilhadeiras por equipamentos elétricos. Desde abril de 2026, a frota de empilhadeiras é 100% elétrica, eliminando completamente o consumo de combustível fóssil nessa atividade.

Ainda assim, permanecia o desafio de descarbonizar a linha de pintura e foi nesse contexto que surgiu o projeto do biometano, em parceria com a Ultragaz.

“Quando analisamos o conjunto das iniciativas colocadas em prática (energia renovável certificada, eletrificação das empilhadeiras e biometano), a manufatura da TKE em Guaíba passa a operar praticamente livre de emissões fósseis diretas , o que posiciona a unidade como uma referência em descarbonização industrial no setor”, destaca Nathalia Chaves Cardoso, Coordenadora de Sustentabilidade da TK Elevator.

O biometano é uma energia renovável proveniente da purificação do biogás, que é gerado pela decomposição de matérias orgânicas, como resíduos urbanos e agrícolas.

Uma energia sustentável e eficiente que pode substituir integralmente o gás natural e o gás liquefeito de petróleo em diversas aplicações da cadeia de produção, sendo um protagonista da transição energética para atender indústrias e frotas pesadas.

Na Ultragaz, o biometano é comprimido, o que reduz seu volume em 250 vezes e permite seu armazenamento e transporte para diversas regiões, incluindo as que não são atendidas pelas redes de gasodutos.

Na TKE, a implementação do biocombustível envolveu a instalação de uma central de biometano em parceria com a Ultragaz, além da realização de adaptações na infraestrutura e nos sistemas da linha de pintura, garantindo uma operação eficiente e segura.

Transição Energética

A transição energética contribui diretamente para o cumprimento das metas ambientais globais estabelecidas pela companhia, que incluem reduzir em 53% as emissões de gases de efeito estufa até 2030 (em comparação com o ano-base de 2019).

Na manufatura da fábrica de Guaíba-RS, por exemplo, o volume de CO₂ já teve redução superior a 50%, superando as expectativas, pois eram emitidas aproximadamente 1.400 toneladas de CO₂ equivalente por ano em 2019, mas, em 2024, esse volume havia sido reduzido para cerca de 600 toneladas anuais.

Com o início do uso do biometano e das demais ações de descarbonização, a estimativa da empresa é atingir uma redução de aproximadamente 95% das emissões em 2027.

Semana do meio ambiente

Para a TKE, o uso do biometano é mais uma ação que mostra o seu direcionamento e determinação para continuar contribuindo para essa verdadeira transformação em favor da sustentabilidade.

Um compromisso da empresa presente também na Semana de Meio Ambiente, que ocorrerá entre 9 e 12 de junho e terá como tema: A economia circular move um futuro mais sustentável. A ideia é promover a conscientização dos colaboradores com a realização de palestras e demais atividades, destacando as ações da empresa em prol do meio ambiente a partir dos conceitos de reciclar, reutilizar e compartilhar presentes na economia circular.

Neste sentido, os programas de coleta seletiva, logística reversa e de zero resíduos para aterros sanitários estarão em evidência para exemplificar como a empresa vem pautando suas iniciativas com base nos pilares de ESG.

“A construção de cidades mais sustentáveis depende da colaboração de diferentes setores, e a indústria tem parte fundamental nesse processo. Por isso, quando conseguimos reduzir o impacto ambiental associado à fabricação dos nossos produtos, estamos fazendo a nossa parte em prol de uma cadeia da construção civil mais sustentável e preparada para os desafios do futuro”, conclui Segat, mostrando que crescimento, inovação e sustentabilidade podem, e devem, caminhar juntos.